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Maceió-Alagoas, Terça-Feira, 17 de Outubro de 2017.

Notícias

28/04/2017

Ampal participa de mobilização contra as reformas previdenciária e trabalhista e contra o PL de abuso de autoridade

O ato aconteceu nesta sexta-feira, reunindo diversas instituições e entidades de classe

A presidente da Associação do Ministério Público de Alagoas (Ampal), Adilza Inácio de Freitas, servidores da entidade e do Ministério Público Estadual se uniram a centenas de pessoas em ato de protesto em defesa dos direitos trabalhistas, previdenciários e contra a terceirização, bem como ontra o PL de abuso de autoridade. A mobilização, organizada pela Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público, em parceria com o Sindicato dos Servidores do Judiciário Federal em Alagoas (Sindjus-AL), aconteceu em frente ao prédio das Varas do Trabalho, na manhã da última sexta-feira (28).

Para a presidente da Ampal, é importante a mobilização, pois é um forma de mostrar o nosso descontentamento contra as reformas e projetos de Lei que afetam a instituções e à sociedade.

"Quanto ao projeto de abuso de autoridade, foi excluído do texto a criminalização da hermenêutica e a ação privada concorrente, mas a luta continua na Câmara dos Deputados, pois há necessidade de diálogo e o texto exige mudança ainda em alguns dispositivos onde deixa dúvida na tipificação da conduta ilícita. O tipo penal não deve haver dúvida, ou é crime ou não. Deve abranger a todas as autoridades e não apenas os integrantes do Ministério Público, da Magistratura e da Polícia. Será que outras autoridades não cometem abuso? Essas reformas o que são? A reforma previdênciária requer a nossa atenção. Não podemos aceitar o retrocesso dos nossos direitos ", argumentou Adilza de Freitas.

O vice-presidente da Ajufe, Antônio José de Carvalho, alertou sobre a Emenda Constitucional 95/2016 que congela os investimentos dos serviços públicos por 20 anos, destacando a importância da Previdência Social que também é uma forma de distribuição de renda e é regida pelo regime de solidariedade.

A reitora da Ufal, Valéria Correia, destacou que no Brasil aumenta o desemprego. Ela ressaltou também que houve corte de 17% do orçamento da universidade federal. Lembrou que 90% das produções científicas são oriundas das universidades públicas.

O diretor Jurídico do Sindpol, José Carlos Fernandes Neto, o Zé Carlos, informou que o Brasil tem mais de 600 mil presos em precárias condições. Revelou a falta de efetivo de policiais e as condições precárias de trabalho, que serão agravadas com a Emenda 95, enfatizando que o caos social recai nas delegacias de polícia. Para ele, a greve geral está unindo as categorias e as instituições.

O presidente da Amatra XIX, Sérgio Roberto Queiroz, disse que todos os trabalhadores e as instituições são alvo dessas reformas. "Estamos cumprindo com o nosso papel e com a Constituição. Não vamos abaixar a cabeça para essa proposta que está acima do social e dos seres humanos. Vamos rumo à reconstrução de nossa democracia”..

A diretora Administrativa do Serjal, Sandra Maia, defendeu a importância do fortalecimento das instituições, dos sindicatos, dos serviços públicos e dos servidores contra os ataques aos direitos.

O coordenador Geral do Sindjus-AL, Paulo Falcão, disse que a greve geral cumpre o objetivo importante de chamar os trabalhadores para dizer que não vamos pagar por essa crise. “Essa crise é um argumento para aumentar os lucros dos banqueiros e dos grandes empresários. Eles querem rasgar a CLT para impor a escravidão dos trabalhadores”, revelou.
 

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